A Prefeitura de Mogi das Cruzes mobilizou uma força-tarefa para acompanhar os efeitos das fortes chuvas que atingiram o município. Parte das equipes se reuniu no fim da tarde deste sábado (12), no Centro de Operações Integradas (COI), onde as ocorrências são monitoradas em tempo real e as ações são definidas de acordo com a necessidade de cada região.
Segundo a Defesa Civil, Mogi das Cruzes registrou 77 milímetros de chuva nas últimas 24 horas. O volume elevado provocou pontos de acúmulo de água e outras ocorrências em diferentes bairros da cidade.
Entre os registros mais recentes estavam pontos de acúmulo de água na rua Benedito Pinhal, na Vila Nova Cintra, e na rua Nossa Senhora do Carmo, na Vila Andrade. Os dois locais já tiveram as ocorrências solucionadas pelas equipes municipais.
Na avenida Japão, na altura do bairro do Oropó, o Semae realizou o reparo de uma adutora que havia rompido.
Trechos permanecem interditados

Apesar da redução de alguns problemas, determinados pontos continuam interditados preventivamente para garantir a segurança da população.
Estão interditados a rua Casarejos, o final da rua Teófilo Salustiano e o final da rua Dr. Deodato Wertheimer, na região da Ilha Marabá, no Mogilar.
A Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito mantém agentes e sinalização nesses locais para orientar motoristas e pedestres.
Equipes reforçam monitoramento
A operação conta com duas equipes da Defesa Civil, quatro equipes da Secretaria de Serviços Urbanos e Zeladoria, três da Secretaria de Mobilidade e Trânsito, uma do Semae, além de profissionais de outras áreas da Administração Municipal.
Os administradores regionais também estão percorrendo bairros e estradas para identificar problemas, avaliar as condições das regiões e repassar as informações às equipes responsáveis.
Entre os locais que permanecem sob atenção estão Jardim Santos Dumont, Jundiapeba, Sabaúna, Botujuru e Vila Industrial.
No Jardim Santos Dumont III, foram realizados trabalhos corretivos e preventivos nas ruas Tanzânia e Tailândia. Na rua Tailândia, as equipes fizeram a limpeza de uma valeta para melhorar o escoamento da água. A área continua sendo monitorada.
Na Vila Industrial, foram identificados pontos de acúmulo de água nas ruas Borges Vieira, João Francisco Martins e Alzevides Gonçalves Pereira. O nível do rio Jundiaí também está sendo acompanhado e, segundo o monitoramento, apresenta escoamento normal.
No Córrego do Oropó, o fluxo de água está intenso, mas o nível permanece abaixo da via e o escoamento segue normalmente. A Defesa Civil continua acompanhando a situação.
Piscinão tem redução no nível da água
Outro ponto monitorado pelas equipes é o piscinão. A régua, que chegou a marcar 3,70 metros durante a manhã, caiu para 2,50 metros no início da tarde e, posteriormente, chegou a 1,5 metro.
Com a redução do nível, as duas bombas que estavam em funcionamento foram desligadas.
A estrutura tem capacidade para aproximadamente 90 mil metros cúbicos e apresenta escoamento intermitente.
Áreas rurais também são acompanhadas
Nas regiões rurais de Mogi, os administradores regionais identificaram uma queda de barranco na Estrada da Capelinha 2, na região do Aruã. Também foram registradas ocorrências em Sabaúna e Piatã.
Os locais estão sendo avaliados para definir quais intervenções serão necessárias.
A Prefeitura também mantém contato com outros órgãos públicos quando necessário. Em situações que envolvam rodovias sob responsabilidade estadual, por exemplo, há articulação com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Atenção redobrada durante as chuvas
A orientação das autoridades é para que a população evite áreas alagadas e jamais tente atravessar locais onde exista correnteza.
Motoristas e pedestres também devem redobrar a atenção durante os deslocamentos e, diante de qualquer situação de risco, procurar imediatamente um local seguro.
Em casos de emergência, os moradores podem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193 e o Samu pelo 192.
Com a previsão de continuidade das instabilidades, o monitoramento das áreas consideradas de risco permanece sendo realizado pelas equipes municipais.